terça-feira - 18, setembro, 2018 | por: Mauro Galasso

Vendas virtuais e os novos hábitos de consumo

O acesso mobile é o canal preferido de compra online
O acesso mobile é o canal preferido de compra online

O cenário do e-commerce no Brasil mostra crescimento de 12,5% entre maio/2017 e maio/2018, segundo a pesquisa da BigData Corp, realizada a pedido do PayPal Brasil e publicada em maio deste ano. Esse aumento mostra a capacidade de superação desta maneira de interação com o público consumidor.

A pesquisa nomeada de “O Perfil do e-commerce brasileiro 2018” verificou que 75 mil sites de vendas online foram abertos desde maio de 2017. A quantidade revela um período de maturação do mercado, segundo Thoran Rodrigues, CEO da BigData Corp.

Num comparativo do faturamento maio/2014 e maio/2016 é percebido um aumento de 24% entre 2014-2015 e 21% entre 2015-2016. O período seguinte apresentou queda no crescimento de 9,23% de 2016-2017. Já a expansão de 12% em 2018 seguiu a tendência de criação de empresas nos demais setores da economia.

As 675 mil lojas ativas online atualmente – contra 600 mil existentes em 2017 – são responsáveis por 5,63% dos sites no Brasil. Dentre estes, destaca-se a diminuição dos pequenos e-commerces em comparação aos médios e grandes. Em compensação, a pesquisa aponta que os pequenos sites representam 82% do comércio eletrônico brasileiro, contra 97% em 2017.

A classificação para determinar que uma loja online é de pequeno porte passa pelos critérios de volume de produtos e fluxo de acessos: de um a dez produtos e até dez mil acessos mensais. “É possível que a diminuição da quantidade de pequenos e-commerces esteja atrelada à melhora de investimentos dessas lojas, que passam para uma perspectiva de médio porte, conquistando mais acessos e disponibilizando mais produtos”, diz Rodrigues.

Em contrapartida, os e-commerces de grande e médio porte trazem aumento de aberturas online, representando atualmente 7,53% (grande) e 9,99% (médio) das lojas online em funcionamento.

Acesso às compras via Mobile

Os sites responsivos a dispositivos móveis – ou seja, que se adaptam para visualização em qualquer tipo de dispositivo e tela – cresceram exponencialmente de 2017 para 2018, de 24% para 76% hoje.

A busca por sites responsivos é um reflexo da preferência de muitos usuários por pesquisas de preço e compras por meio de seus smartphones.  Além disso, existe o fator de indexação do Google com relação aos sites com bom desempenho em seu uso, o que impulsiona a criação de medidas favoráveis à navegação do usuário final.

Com a tecnologia em larga expansão e a simplificação ao acesso das plataformas digitais, contribuem para que essa atividade, conquiste cada vez mais confiabilidade e credibilidade. Dentro desse avanço, o crescimento da ferramenta internet nos últimos anos foi primordial para a expansão do comércio eletrônico em todo o mundo, inclusive uma parcela muito significativa no Brasil.

O perfil de compras do brasileiro pode ser dividido nas seguintes categorias de bens mais consumidos: moda e acessórios, 19%; cosméticos e perfumaria, 18%; eletrodomésticos, 10%; livros e revistas, 9%; informática,7%.”

As etapas logísticas são foco para não atrapalhar a experiência de compra

O perfil do consumidor mais exigente

Apesar dos números favoráveis, o consumidor online ainda é um desafio para os varejistas. Os costumes mudaram e são os clientes que agora controlam o processo de compra. Muitos consumidores preparam suas compras virtuais antes de visitarem a loja e geralmente chegam mais informados do que o próprio varejista.

É importante o varejista ter em mente que a experiência digital das pessoas vai além do e-commerce. Os clientes querem de vídeo personalizado a conteúdo da web para conhecer as marcas. A loja virtual precisa utilizar mecanismos para capturar as atitudes e necessidades dos compradores em todos os canais, e considerar o modo mais adequado de interação em cada meio.

Competir com base em preço não é mais o suficiente para ganhar clientes. Os serviços é que se tornaram o grande diferencial para promover a lealdade dos consumidores à empresa e aos produtos. Além disso, o cliente se tornou um forte influenciador, pois expressa e espalha rapidamente nas redes sua opinião e experiências de compras, sejam elas boas ou ruins. Ter um bom atendimento é crucial.

Quanto melhor e mais intensa é a experiência de compra, maiores são as vendas, maior é a fidelização do consumidor e maior será a base de clientes. Boa experiência de compra é o que faz o cliente retornar.

O aumento das vendas online reduz a necessidade de espaços físicos e gera impactos não somente no tamanho das redes varejistas, mas também no setor de shopping centers.

#FuturoDoMercadoOnLine

 

Fontes: administradores.com.br / ecommercebrasil.com.br / ecommercenews.com.br /      

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