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Procuramos por líderes humanizados

por: Mauro Galasso

Liderar sempre será algo para um grupo específico de pessoas. Aqueles que acumulam três tipos de habilidades: as técnicas (sobre área de atuação, linguagem e leitura), as comportamentais (como agimos em relação aos outros e nos mesmos) e as de gestão (como combinar as anteriores para ser um líder bem-sucedido). Levanto aqui essas especificações, não para defender um grupo de elite e desmerecer os liderados. Pelo contrário, pretendo com isso, colocar um foco sobre o peso de ser líder e aumentar o reconhecimento dos liderados por terem um bom líder.

Uma vez ouvi de uma amiga de RH:“Quando todos perdem a cabeça, o líder deve alinhar a coluna, respirar fundo e disparar sensatez”. Falar é fácil, difícil é concretizar uma estabilidade técnica-comportamental-gestora dentro de uma única pessoa. Como “ninguém nasce pronto”, resta aceitarmos de uma vez por todas, que o caminho (experiência), as tentativas (acertos e mancadas) e a sensibilidade sobre como pessoa pensam e agem, é a única fórmula conhecida para esses candidatos a líderes alcançarem uma eficiência e satisfação ao mesmo tempo.

Muitos candidatos a líder tentam atravessar tudo isso de maneira isolada, com vergonha de pedir ajuda. Acham que pedir suporte pode transparecer que ele não tem perfil de líder; que talvez ele seja fraco e incapaz para o cargo. Como se os liderados pudessem ver nele um indivíduo que foi colocado num posto de comando sem ter as reais qualificações para tal. Agir (e pensar) assim só dificultará ainda mais a vida deste líder em formação e também, a vida dos liderados, bem como a saúde financeira da empresa.

“Claro que é necessário ter uma inquietude e pensar que tudo pode dar errado. É a paranoia no bom sentido. Mas o mais importante é não ter dissonância entre o que falo e faço. Por isso não uso máscaras. Quando erro, reconheço e digo que irei corrigir”Rômulo Dias, 54 anos, presidente da Cielo

Quando sabemos que nossos líderes também são pessoas como todos nós, que passam por dúvidas, que pegam gripe, que mostram emoção, tudo isso junto pode humanizar essa figura tão importante para um grupo. Não precisamos de heróis em postos de comando, pois poderia parecer que ele faria tudo sozinho, que ele iria “se virar nos trinta” para salvar os postos de trabalhos que ocupamos. Além de ser cruel com o líder, demonstra como nós podemos ser carentes de comandos e incapazes de pensarmos por nós mesmos.

Apesar do grande turbilhão que é ser líder, o maior dos motivos que levam alguém a querer ser um líder, será pela satisfação pessoal. Mais que receber poder, liderar nos leva a desenvolver pessoas e isso massageia ego e eleva o espírito. Então, não faz sentido, que uma pessoa se candidate a uma vaga de comando se não enxergar nisso um modelo de satisfação pessoal. A pessoa mais injustiçada seria a própria pessoa, depois os que fossem seus liderados.

“Algo que treinei muito na minha carreira foi a comunicação, porque preciso passar uma mensagem com eficiência para todos. É algo importante, pois tenho que transmitir minha visão aos outros”.Artur Grynbaum, 47 anos, presidente do Grupo O Boticário

No mercado existem inúmeros exemplos de excelentes funcionários (tecnicamente falando) que foram elevados para cargos de liderança e, sem apoio da empresa e família, passaram a sentir-se frustrados pelo cargo, chegando ao ponto de depressão e perda da capacidade de trabalho. Aqui vemos o equívoco de colocar pessoas em postos de comando sem apoio empresarial. O assunto é sério e não poderá ser tratado de maneira generalizada, pois isso é caso a caso. O apoio de diretores e equipes de RH são vitais nessa formação para liderança.

Façamos uma pequena experiência: numa sala, junte dez crianças e faça um círculo. Solte no meio uma bola e aguarde. Invariavelmente, uma delas irá pegar a bola e dará início a alguma brincadeira. Esse indivíduo é aquele que nos mostra que tem traços de liderança no seu comportamento. Assim, muitos de nós acreditam que liderança a algo nato, pronto e formatado. Concordo em parte, pois, se esse mini líder não passar por desenvolvimento continuado, onde sejam desenvolvidas outras habilidades necessárias, ele pode não suportar as dificuldades de cargos de responsabilidade maior.

Por outro lado, podemos sim fabricar/formar líderes. Mesmo que estes não apresentem as habilidades de relação interpessoal ou boa oralidade, por exemplo. Formação adequada, treinamentos práticos e tutoria da empresa, conseguiremos elevar a condição de líderes, aqueles profissionais com potencial técnico, mas que não apresentam habilidades comportamentais (e vice versa).

Nem todo mundo pode ser líder, mas um bom líder pode vir de qualquer lugar.        

#FortalecendoNossasEquipes #EquipeForteEnfrentaCrise         

Mauro Galasso – Consultor e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos e palestras dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e práticas socioambientais. Suas habilidades transitam ao redor da comunicação, onde promove ideias com sua voz ou constrói conteúdos escritos, por isso gosta de ser encarado como “contador de histórias para negócios” – Acesse: Supply Educação Corporativa ou cel: 11 98218 2998

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Atitude empreendedora que move os negócios

# BANNER Atitude (1)Por: Mauro Galasso

Tempos atrás, lá no início de minha carreira, alguém me disse: “Se você tem uma habilidade incomum, use-a da melhor maneira possível”. A partir disso, investiguei o que era essa tal situação incomum, descobrindo que é tudo que sabemos fazer de melhor. Quero dizer que caiu a ficha para mim, o fato que trazemos dotes/dons/habilidades (o nome que você quiser) que nos faz merecedores de elogios e aplausos por atividades do cotidiano.

Fig 1 significado empreenderEm algum momento comecei a juntar elogios por saber contar histórias. Entendi que pertenço a um grupo de pessoas que possuem raciocínio capaz de compor um ritmo para expressar ideias, aliada a habilidade de fazer uso das palavras para criar textos a favor de toda história que eu quisesse contar (minha história, a de alguém ou de um produto/serviço). Nasceu então meu lado empreendedor para o mundo da educação, da consultoria em treinamentos e, por que não, meu lado jornalista.

Tem gente que sabe desenhar muito bem, enquanto todo o restante das pessoas, não sabe mais do que o clássico desenho infantil de casinha + nuvenzinha + arvorezinhas + pessoas feitas de 5 traços (corpo) e uma bolinha (cabeça). Viu como desenhar passou a ser encarado como algo bastante incomum para muitas pessoas?

Tem o grupo de indivíduos que mostram habilidades de cozinhar. A inspiração flui frente as especiarias, ingredientes frescos e equipamentos básicos de cozinha. Essa pessoa não reclama de se jogar nessas experiências de sabores. Mas para isso valer a pena, precisam de outro grupo importante: a plateia dos foodies – aqueles que admiram gastronomia num geral. Desde os que focam na alta gastronomia (requinte), como também os que veneram a baixa gastronomia (despretensiosa), pois todos valorizam o trabalho de um verdadeiro chef de cozinha/cozinheiro/quituteiro.

Nem todos nasceram para atuar em postos de negociação e atendimento ao cliente. Isso porque um bom negociador pode aparecer em pessoas que mantém habilidades de comunicação, somadas ao empenho para construir relacionamentos profissionais a longo prazo. Para muitos, isso é algo inimaginável, pois tremem só em pensar em ter de se expressar, negociar, fazer networking constante. Não para o vendedor que gosta do que faz, pois para ele, é isso que ele prefere fazer para ser feliz (e ainda ser remunerado por isso).

Os negócios com mais chances de darem certo, nascem, invariavelmente, a partir dessas habilidades reconhecidas em nosso interior; fazemos naturalmente e com satisfação. Entregamos nosso melhor para aquilo, fazemos com primor e como resultado, algo muito especial é criado. Para isso tornar-se realidade e ganhar formato de negócio, leva tempo e exige investimento de orientação para planejamento estratégico (onde quer chegar + como chegar lá).

Fig 2 - Planejando o futuro

Há uma necessidade de se interessar também por assuntos que compõem uma empresa – financeiro, gestão de pessoas, logística, entre outros. Tudo aquilo que falta para você poder atuar com aquilo que fará você alguém mais satisfeito com que investe tempo e empenho. Não que você tenha de fazer tudo, mas sim, entender o que valorizar para seu trabalho poder ser entregue do jeitinho que você sabe fazer (melhor do que ninguém faria).

Mas nem todo empreendedor abre negócio próprio. Chamamos estes de Empreendedor Corporativo, já que ele traz todas as características de reconhecer suas habilidades, sentindo-se realizado quando encontra um dos Empreendedores Externos (que abrem um negócio e geram empregos). Essa parceria é imbatível e propõem parceria na criação de empresas coerentes com que entregam ao público alvo. A satisfação é partilhada a cada novo cliente conquistado e mais ainda, a cada cliente fidelizado.

Fig 3 Planeje seu negocio

 #FortalecendoNossasEquipes #EquipeForteEnfrentaCrise         

Mauro Galasso – Consultor e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos e palestras dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e práticas socioambientais. Suas habilidades transitam ao redor da comunicação, onde promove ideias com sua voz ou constrói conteúdos escritos, por isso gosta de ser encarado como “contador de histórias para negócios” – Acesse: Supply Educação Corporativa ou cel: 11 98218 2998