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Pessoas e o ambiente de trabalho

600 pessoas e o ambiente de trabalho.mauroDesde que o mundo é mundo, dividir espaço foi/é/será sempre uma tarefa delicada para nós humanos. Quando pensamos no ambiente profissional, isso pode ser levado a extremos, pois afinal, quem pode escolher quem será o seu próximo colega de trabalho? Nossa capacidade de adaptação é incrível, mas se o novo indivíduo que chega for feroz em atitudes, podemos esperar por tempestades no cenário das relações pessoais (o caos para gestores).

Isso mesmo, de uma hora para outra, novos contratados podem vir a ocupar vagas na mesma empresa que nós. A porta de entrada será invariavelmente as habilidades técnicas dessa pessoa, pois poucas empresas se preocupam com as habilidades emocionais de cada candidato. O que é engraçado, pois é justamente essa incapacidade de conviver (e produzir) dentro de grupos, uma das maiores responsáveis pelas demissões desses mesmos profissionais.

Mas é possível sim trabalhar e prosperar com pessoas que nem mesmo temos intimidade. O que precisamos é atentar para o valor que acumulamos quando pertencermos a grupos, repletos na diversidade de pensamentos. Nasce aqui um campo fértil de ideias, que se for otimizado, será capaz de achar caminhos criativos e que acrescentem algo benéfico a sociedade. É possível pensarmos em ganhos além do social, pois será adicionando valor a marca, chegando a ganhos de performance da equipe e faturamento elevado.

Para construir esse ambiente positivo devemos encarar antes de tudo que isso acontece em médio-longo prazo, portanto merece dedicação em conquistá-lo. Precisamos focar em dois pontos importantes: Ambiente físico (instalações, móveis, decoração) e Ambiente social (as pessoas que habitam). As pessoas são produto do meio em que vivem, trazem emoções, sentimentos e agem de acordo com esse conjunto de informação sensorial que as cercam.

600 desordemLocais de trabalho escuros, bagunçados, sem segurança e sem uma estética agradável, podem gerar desavenças e desmotivação no grupo de colaboradores de uma empresa. Por sua vez, se modificamos o cenário, incluímos detalhes que trabalhem nossa permanência nas tantas horas de serviço – refrigeração, limpeza, iluminação adequada, ergonomia adaptada e uma decoração inspiradora –  podemos colher mais ânimo e dedicação de pessoas que passam a ver satisfação e reconhecimento quando chegam em seus postos de trabalho. Situações vivenciadas nas grandes provedoras de economia criativa (Google por exemplo) que investem na manutenção de escritórios livres de preconceito e repletos de liberdade por parte dos funcionários.

Mas todo esse esforço só tem valor se tiver como foco as pessoas que vão ocupar esses espaços de trabalho. Sem elas as empresas perdem a capacidade de atender clientes e parceiros com calor humano, melhor e mais eficiente item na criação de engajamento nos negócios.

Cada pessoa tem uma história de vida, uma maneira de pensar e portanto, vê o momento de trabalho de maneira especial. Haverá pessoas dispostas a ouvir, outras nem tanto. Elas trazem objetivos diferenciados e nesta situação priorizam o que melhor lhes convém, o que pode (ou não) entrar em conflito com a própria empresa.

O autoconhecimento e a descoberta do papel de cada um nas empresas, ter uma postura facilitadora, visão empreendedora, é uma responsabilidade de todos nós. Afinal, se somos “produto do meio”, podemos também influenciar esse mesmo meio.

Pense rápido: Como você explicaria o clima que rege o relacionamento com seus pares na empresa que trabalha?

600 ambiente de trabalhoA troca de informações cotidianas sobre trabalho e ainda a cooperação com a equipe, permitem o nascimento de relações. O relacionamento interpessoal é um dos fatores mais benéficos na influência de um grupo, levando a melhores resultados de performance. A palavra de ordem então parece ser: saber conviver com pessoas é algo muito importante – seja por meio de processos, cultura organizacional e ou mesmo, quando de troca de lideranças.

Ninguém trabalha sozinho, não é mesmo? Então, será sempre necessário de nós, a habilidade de saber lidar com a diversidade existente em uma empresa. Conquistando apoio dos demais para fazer um bom trabalho, solidificamos o ambiente organizacional como um cenário que aguça a motivação que está em nós. Se não alcanço metas dentro de minhas atribuições, fatalmente também não vou alcançar minhas metas/objetivos pessoais.

Não dá mais para pensarmos nossa mente em dois mundos separados (pessoal e profissional); somos um indivíduo só, atuando em momentos distintos, mas somos a mesma pessoa. Nossa personalidade está impregnada de hábitos e aspirações que incorporamos durante nossa caminhada pela vida e levamos isso onde quer que formos. Devemos entender mais sobre como nós agimos e pensamos, antes de achar que podemos contribuir dentro de um grupo.

Ao gestor cabe o dever de fornecer feedback (performance) e coaching (sobre habilidades a desenvolver) constantemente a seus colaboradores. Saber liderar passa pela capacidade de comunicar com seu grupo. Mais que ordens expressas sobre atividades ou processos de trabalho, uma equipe ganha força através do espírito de unidade que cultivamos enquanto gerenciamos pessoas.

Os funcionários ajudam com sua conduta e atitudes para acabarem com problemas interpessoais, deixando de lado o olhar individualizado, passando a agir como equipe e promovendo relações amigáveis. Ninguém deveria poder reclamar do ambiente que trabalha, sem antes ter a consciência que contribuiu com o grupo.

#SatisfaçãoNoTrabalhoEhUmaConquista

Mauro Galasso – Consultor e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos e palestras dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e as práticas sócio-ambientais. Suas habilidades transitam ao redor da comunicação, onde constrói conteúdos escritos ou promove ideias com sua voz, por isso gosta de ser encarado como “contador de histórias para negócios” – Acesse: facebook.com/supplyeducacaocorporativa

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Negociação – caminhos para vender melhor

Por: Mauro Galasso

Realizar negócios em tempos de crise parece algo difícil e ingrato. Profissionais de vendas começam a partir para insistência e falsidade. Mas vender não é inserir da cabeça do outro uma ideia (ou necessidade) de comprar algo que não se precisa. Justamente o oposto, devemos saber ouvir o que está na cabeça do outro e assim entender como podemos levar prosperidade para quem negociamos.

Negociamos a todo momento - Imagem 2Negociar faz parte do relacionamento humano. Negociamos em família, no ambiente de trabalho, na vida acadêmica, no Metrô, nas compras. A todo momento o mundo exige que exercitemos essa habilidade. Bobos são aqueles que desperdiçam essas oportunidades de praticarmos nossa EMPATIA.

O conceito de empatia diz que trata-se de nossa capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Traz a ideia de que podemos imaginarmos como seriam nossas reações naquela mesma situação. Tal capacidade é algo que temos ou não temos… pois demonstramos isso no modo automático de nossas ações. Um simples franzir de testa, acenos com a cabeça, ou ainda um descruzar de braços, são detalhes apontando que o outro nos entende ou demonstra atenção sobre o que falamos. Se isso não acontece, fatalmente, receberemos um sorriso amarelo, nervosismo ou ainda desatenção a todo nosso empenho em negociar.

Invista em ajustar suas características de comunicador, utilizando com mais eficiência esse poder de transportar emoção a tudo que se fala ou argumenta. Perceba que, dentro do processo de negociação, existe grande atenção ao atendimento de pontos que são valorosos tanto para quem oferta, quanto para quem compra. Pontos esses que devem ser declarados e, se possível, anotados.

As relações virtuais chegaram e ampliaram essa exposição ao processo comunicacional. Não sabemos mais distinguir quando fazemos nossos papéis de profissional ou pessoal-familiar. Essas barreiras caem quando aceitamos o uso da tecnologia em nossos cotidianos e fincamos nossos perfis pelas tantas redes sociais que explodem a todo momento na nossa frente. As redes Facebook e Instagram parecem as mais utilizadas para negócios (principalmente para moda), porém muitos empresários e seus funcionários ignoram que seus comportamentos também são avaliados como perfil negociador.

Perfil do bom negociador - Imagem 3Boa escrita, atenção e ritmo nas respostas, além de uma boa qualidade de imagens (ângulos, nitidez, detalhamentos) são habilidades necessárias para criar processos de negociação ágeis e fortalecidos pelo uso das redes sociais. Esse ritmo parece impossível de se atingir, mas percebemos no desenrolar de nossas atividades comerciais e atendimento ao cliente, que temos essas mesmas habilidades fora do ambiente de trabalho.

Seja com amigos, relacionamentos ou família, fazemos tudo isso automaticamente, pois estamos num modo de ação sincero e intuitivo. Devemos transmitir essa mesma tranquilidade enquanto participamos de negociações profissionais, ouvindo com atenção e devolvendo nossas posições quanto ao que está sendo negociado.

Revelar esses detalhes e alinhar acordos nos parece ainda como a maior função do vendedor ou consultor de vendas. Raramente treinamos compradores, mas literatura e orientação de como vender há aos montes. Isso explica como fica nossa mente quando passamos pelo papel de compradores: nos sentimos presas fáceis de se conduzir e sermos enrolados por vendedores habilidosos e de sorrisos gentis.

Vender é importante, mas negociar é mais.separador2Mauro GalassoConsultor empresarial e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e as práticas sócio-ambientais. Gosta de ser chamado de um “contador de histórias para negócios”.