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Ano novo, novo ritmo para descobrir

Por: Mauro Galasso

Não adianta, por mais que tenhamos acesso a pesquisas de tendência, estimativas econômicas, acordos assinados, quem quer que seja que olhar para 2016/17, verá uma bola de cristal embasada e com imagens perecíveis.

Parece-nos tudo tão volátil e sem forma consistente. Nada mais daquelas “fórmulas prontas” no mundo da gestão empresarial. Negócios podem estar por um fio num momento, num outro instante nascem belas oportunidades a frente. O inverso também é mais que verdadeiro.

Sobre 2015 prefiro não remexer. Nem saberia por onde começar. Tanta doideira pipocou/pipocará neste ano. Noticiários babaram nossos dias com a estupidez da violência e embrulharam nossos estômagos com a ganância que pode brotar do Ser Humano (nós todos temos um pouco de culpa).

Agora sobre 2016, me resta posicionar pensamentos e encarar aquela nova dose de cicuta que eu vou ter de engolir. Crises tem início, como também pode ter seu fim.

Eu que sou geração X, vivi (assisti) ondas ruins num passado. Lembro-me de passar semanas no “arroz-feijão-ovo”, pois nem produto na prateleira tínhamos para adquirir. Trago na mente minha família que reagia a tudo isso com bom humor, trabalho e criatividade.

Agora que cresci, o tempo se encarregou de nos mostrar o poder de consumo. Isso pode ser nosso maior problema, pois a simples ideia de perder conquistas nos deixa fora do eixo, tira nosso sossego e impede de pensarmos pela razão. Lembre-se: isso vai ser igual para todos.

Quando falo “pela razão”, enxergo a maturidade de se perguntar por que consumimos? O difícil é encarar de frente que criamos gatilhos de venda automáticos e sem o prazer da conquista. Afastemos a insistência na venda, por algo mais sustentado em argumentos interessantes; fortalecer a barganha como parte da alma do negócio, pois isso motiva muito.

Justamente o oposto vem acontecendo no mundo lá fora. A emoção tem sido incrementada com o que somos bombardeados nos últimos anos. O que vemos nos noticiários e conversas pela rede, é uma enxurrada de pessoas entusiasmadas em opinar e com a necessidade de mostrar suas emoções correndo pelas veias.

Há ainda, um grupo de pessoas inquietas (empresários) com o ritmo lento dos negócios, deprimidas com a falta de previsibilidade empresarial e aflitas por não conseguirem se entender com funcionários, parceiros comercias e clientes com seus valores sociais fragmentados.

Para tudo isso, indico o mesmo remédio que minha família teve num passado:

1)- Manutenção do bom humor da equipe – só assim teremos espaço na mente para pensarmos em soluções, não em reclamações pessoais ou rivalidades descabidas. Para isso, o maior desafio é atuar com orientação aquelas pessoas imaturas e que não entraram no trem que nos leva ao ambiente de trabalho producente. Ninguém deve achar que trabalha apenas para pagar conta, mas sim, trabalha para criar algo melhor para si, para a empresa e para seus clientes (como numa aliança);

2)- Revalorização do trabalho que realizamos – após todo um período de ascendência, nossa percepção sobre o que é “caro x barato” esticou. A ordem parece ser reajustar esse nosso olhar, percebendo o que realmente entregamos no nosso cotidiano e se isso leva melhorias à vida de nossos clientes, ou apenas é bom para nós que vendemos. Tem que ser bom para ambos e não pode acontecer de forma aleatória, tem que mostrar nosso compromisso os envolvidos;

3)- Desenvolver ferramentas que ampliem a criatividade entre funcionários e parceiros comercias – novos tempos, novas soluções. Um pensamento que devemos incorporar em nossa rotina profissional. Não podemos mais deixar o dono/patrão sozinho, pensando em como tirar a empresa (nossa segunda família) de situações difíceis. Afastemos o trabalho metódico e repetitivo e prol de momentos em que a mente de todos possam sintonizar e mesma estação, chamada “Futuro melhor para todos”.

Se for para investir em algo para o próximo ano, apostaria no fortalecimento das relações humanas dentro das empresas. Ajustes em nossos hábitos quando nos relacionamos com pessoas diariamente, são prioridade para manter equipe em pé e sem “mi-mi-mis”. Paciência para entendermos que nem todo mundo tem sua maturidade desenvolvida, mas não podemos subestimá-las achando que não tem capacidade de desenvolver suas habilidades.

Ao empresariado fica a missão de viabilizar e estimular processos de aprendizado dentro do grupo de trabalho. Tudo com o princípio de que a solução para os caminhos comerciais, está na maneira como conduzimos nossas equipes por ente momentos estáveis e instáveis da economia.

Gosto da expressão “Você não aprendeu com alguém? Então ensine a alguém”. Se ninguém nasceu sabendo, vale acreditar no autodesenvolvimento acompanhado de uma tutoria empresarial.

#CrescemosNosEncontros 
#2016BacanaPraGente

Mauro Galasso – Consultor e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos e palestras dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e as práticas sócio-ambientais. Suas habilidades transitam ao redor da comunicação, onde constrói conteúdos escritos ou promove ideias com sua voz, por isso gosta de ser encarado como “contador de histórias para negócios” – Acesse: facebook.com/supplyeducacaocorporativa