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Diferentes gerações no ambiente de trabalho

003Por: Mauro Galasso

O convívio de horas a fio, semana após semana, ano após ano, pode nos levar a inquietações emocionais. Justamente por sermos tão diferentes, nossos valores fundamentais são um prato cheio para fazer crescer desavenças pessoais dentro do ambiente de trabalho.

O cenário do trabalho muda com o passar do tempo, portanto, cada geração absorve maneiras bem específicas de encarar sua função dentro do time. Num geral, pessoas mais velhas enxergam o trabalho de uma maneira mais formal, enquanto os mais jovens buscam a informalidade nas suas atividades cotidianas.

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Um estudo antropológico, propõem a análise destes comportamentos à partir de gerações – Babyboomers (1945-1959), Geração X (1960-1979), Geração Y (1980-1999) e Geração Z (nascidos à partir de 2000). A ideia aqui é percebermos que existem características comportamentais e emocionais em relação com o cenário mundial durante o período em que essas gerações formavam seus processos de socialização.

O primeiro movimento aborda os Babyboomers. Nascidos no pós-guerra, partilhavam uma era de educação rígida e a valorização da disciplina. Movimentos de regulação social derivaram soluções como sindicatos, salário mínimo, leis trabalhistas, entre outras. Há um espírito de valorização do trabalho e da família como formador social. O que nos aponta um alto valor para as palavras SEGURANÇA (no sentido de estabilidade) e LEALDADE.

O segundo grupo, chamados de Geração X, partilharam um mundo competitivo e repletos de possibilidades de conquistas. Tudo derivado da corrida da globalização mundial, onde todos são concorrentes de todos. O mundo fica mais tecnológico e, portanto, a informação circula melhor. O ritmo de vida fica cada vez mais agitado, diminui o espírito familiar em detrimento a valorização das amizades. Vemos um grupo mais audacioso, que valoriza a palavra COMPETIÇÃO.

Num terceiro momento, teremos a Geração Y, também chamados de Millennials. São considerados os primeiros nativos digitais, pois recebem grande influência da internet na sua formação. Demonstram facilidade no manuseio de ferramentas tecnológicas e passam a desenvolver linguagens próprias através delas. Expandem suas relações e descobrem uma relação informal com grupos virtualizados. Buscam conciliar vida pessoal e profissional, pois querem encontrar mais sentido e satisfação no que fazem. Isso nos aponta uma valorização da palavra COMPARTILHAR.

Na sequência, temos a Geração Z, que formam a próxima geração a entrar no mercado de trabalho. Ainda muito jovens, já podemos perceber características marcantes ligadas a consciência ecológica e busca por soluções de inclusão social. Absorvem a tecnologia como algo nato, por isso formam raciocínio não linear, capaz de traçar ligações entre diferentes pontos de maneira (espantosamente) rápida. O que nos leva a entender a valorização da palavra CONECTAR (no sentido de unir).

Quando pessoas tão diferentes são aproximadas para trabalharem, formamos um tipo de geleia humana. Algo que pode ser tanto catastrófico nas relações, como também algo genial no sentido da criação de novas soluções para o convívio.

Observemos que o sentido do ato de trabalhar passa por transformação. O que antes era visto como ponto vital para nossas vidas, cada vez mais fragmenta-se em novos formatos e modalidades de trabalho. Com isso, sabermos o valor da disciplina, aliada a aceitação da tecnologia, nos ajudará na conciliação entre satisfação e obrigação, entre sacrifício e realização pessoal.

Importante sabermos que todos podem aprender com todos. Pessoas mais maduras tendem a ser independentes e motivadas pelo trabalho em si. Os mais jovens valorizam a orientação continuada, feedback e reconhecimento. O sucesso está nos dois lados, que se ajudam nesse processo. Os líderes devem notar essas situações, promovendo uma linha de comunicação direta e justa, onde valorizar o desempenho individual é vital.

Um dos melhores caminhos a seguir é promover momentos de alinhamento das propostas empresarias perante o grupo (reuniões, dinâmicas, treinamentos). Assim, aprendemos sobre a importância da disciplina, estimulamos a expressão individual, construímos uma comunicação franca e traçamos objetivos e caminhos conjuntamente. Desenvolver uma linha entre a formalidade e a informalidade nas relações, que seja capaz de estimular com que todos tenham chance de interferir nesse cenário de trabalho, formando algo mais autoral (que venha do grupo).

#FortalecendoNossasEquipes #EquipeForteEnfrentaCrise        

Mauro GalassoConsultor e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos e palestras dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e práticas socioambientais. Suas habilidades transitam ao redor da comunicação, onde promove ideias com sua voz ou constrói conteúdos escritos, por isso gosta de ser encarado como “contador de histórias para negócios” – Acesse: Supply Educação Corporativa ou cel: 11 98218 2998