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Educação Corporativa

EAD 001Como começar um modelo de educação corporativa

Por: Mauro Galasso

Não é de hoje que o mercado privado de empresas tem suas respostas para repor as necessidades educacionais para seus colaboradores, que talvez não tiveram sua profissionalização lapidadas por meios acadêmicos. Inúmeros são os exemplos de corporações que abriram valores em seu orçamento, dedicados ao processo de formação de inteligência técnica e emocional junto de seus funcionários, afim de atender deficiências importantes quando atendemos clientes cada vez mais atentos aos produtos e serviços oferecidos.

Se pensarmos num tempo de 20 anos atrás, apenas as grandes corporações partiam para essa saída caseira, de formar elas mesmas um linguajar educacional sobre seus processos internos e maneiras de negociar. Agindo assim, passaram traduzir técnicas generalizadas de administração, marketing, logística, entre outros temas, para conteúdos focados especificamente para suas áreas de atuação mercadológica. Algumas dessas empresas chegaram a novos patamares e alcançaram o status de universidade corporativa (o grau máximo para esses projetos).

Em uma escala menor, também devemos considerar todos os investimentos de treinamento e palestras de orientação dedicadas aos colaboradores de empresas médio e pequeno porte, como ações que formam caminhos de ensino empresarial. Se bem administrados em tempo de aplicação e com conteúdos personalizados (desde o linguajar, até ao nível educacional de cada público de colaboradores), podem funcionar como uma mola propulsora de novas soluções para empresas e seus funcionários.

O desenvolvimento individual de cada candidato às vagas nas empresas, apesar de ser cobrado pelo mercado, sempre será algo mais difícil de ser atendido nos volumes numéricos que esperamos. Isso pois, as formas de estudo nas escolas e universidades brasileiras, ainda é uma prática engessada sobre conteúdos acadêmicos mais rígidos, que, de alguma maneira, inviabiliza o prazer de estudarmos (o maior motivo do afastamento da grande maioria daqueles que se inscrevem nestes cursos).

Já na educação corporativa, os estudantes (que são funcionários ao mesmo tempo) podem receber teorias acadêmicas diretamente associadas ao cotidiano de mercado, o que de certa forma, estimula a aplicação prática do conhecimento adquirido com mais consciência. Portanto, o estudante/colaborador percebe melhor essa associação de sala de aula com o mundo real, o que eleva inquestionavelmente as possibilidades de elevarmos o prazer em estudar e com isso, de evoluir profissionalmente (isso atrai e retém talentos mais do que qualquer coisa).

Fig 1 - significado educacao corporativaEducação corporativa acontece toda vez que uma empresa reúne um grupo de seus colaboradores para debaterem, estudarem ou se integrarem ao redor de temas pré-definidos, que estejam em acordo com a necessidade de melhoria da equipe (habilidades humanas) e de aspectos técnicos empresariais (habilidades organizacionais). Assim, palestras, workshops, treinamentos e dinâmicas de grupo podem formar métodos de aprendizagem coerentes com o cenário de cada empresa e seus colaboradores.

Para começar, a primeira situação será uma consciência do empresário em compreender que as pessoas que formam sua equipe, vem de cenários de vida diferentes, portanto, podem apresentar uma forte necessidade de alinhamento de conceitos e práticas empresariais. Depois, como segunda situação, deve vir a preocupação em planejar ações educacionais para longo prazo (mínimo 01 ano), pois o ensino acontece melhor se pensarmos em ciclos de implementação conforme seus objetivos formativos. Em terceira situação, o levantamento de principais necessidades de cada setor/departamento, onde serão descobertas as tantas temáticas dos encontros que virão pela frente. Como quarta situação, a elaboração de um quadro de estudos (roteiro formativo) que contemple tamanho do grupo de cada sala de aula, sem afetar a operacionalização da empresa que continuará funcionando. Para encerrar, como quinta situação, virá a aplicação das avaliações de desempenho para os estudantes e equipe docente, afim de prever ajustes no processo de aprendizagem que passa a ser criado pelo grupo.

Tudo isso poderá perder seu valor, se não for aplicada a regra da continuidade. Isto é, de entendermos que as empresas devem buscar que esses programas sejam parte de suas estratégias de crescimento a longo prazo. Garantindo assim que, cada novo funcionário que for contratado, entenda que o grupo que ele passa a integrar é formado por uma valorização da inteligência coletiva e pela busca contínua pelo autodesenvolvimento.

#GenteFelizEntregaMelhoresResultados  #AtendeQueVende

Mauro GalassoConsultor e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos e palestras dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e as práticas sócio-ambientais. Suas habilidades transitam ao redor da comunicação, onde constrói conteúdos escritos ou promove ideias com sua voz, por isso gosta de ser encarado como “contador de histórias para negócios” – Acesse: facebook.com/mauro.galasso