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Oficina Cultural Oswald de Andrade recebe Mostra Internacional de Teatro de São Paulo

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O ator Pedro Vilela, que participa da MITbr com o espetáculo Altíssimo (foto), faz atividade na Oficina Oswald de Andrade.

Idealizada por Antônio Araújo e Guilherme Marques – diretor artístico e diretor geral de produção, respectivamente –, a MITsp, desde sua primeira edição, em 2014, teve como um de seus eixos fundadores as atividades reflexivas e pedagógicas, com encontros e discussões a partir do recorte das artes cênicas trazidas pelos espetáculos, com suas inovações, suas pesquisas e modos de se relacionar com o teatro, os acontecimentos sociais e políticos.

As ações dos dois eixos são sempre gratuitas e ocupam vários espaços da cidade. Assim, ao longo do período da Mostra, intercâmbios, residência, seminários, mesas-redondas, conferências, críticas, retomam temas suscitados pelos espetáculos e também propõem discussões a partir de questões em pauta no Brasil e no mundo.

Veja abaixo as atividades que acontecem na Oficina Cultural Oswald de Andrade:

Corpos em transe | 17 e 18/3. Domingo, a partir das 10h; segunda-feira, 10h às 13h

Com Pedro Vilela (Brasil)

O ator, intérprete do espetáculo Altíssimo, que integra a plataforma MITbr, partilha técnicas de composição de personagem com base na observação de um culto evangélico e em improvisações na sala de ensaio, inspiradas nas repercussões da experiência coletiva de um ritual religioso nos corpos.

 

A Filosofia do Entusiasmo | 16 a 20/3. Sábado a quarta-feira, 10h às 13h (17/3 não haverá atividade)

Com Gie Baguet (Bélgica)

Para o experiente produtor internacional, responsável pela vinda do espetáculo Avante, Marche, que abriu a MITsp 2017, dirigido por Alain Platel – com quem Baguet colabora há 25 anos –, sem entusiasmo e paixão não se pode fazer nada sério em artes cênicas. Por isso, a atividade tem como mote a apaixonada missão de fazer trabalhos teatrais e artistas circularem e serem conhecidos. Casos concretos servirão de base para as reflexões e os debates do grupo.

Pensamento-em-processo: Colônia | 20/03. Quarta-feira, 16h30

Encontro com Renato Liveira, ator da peça Colônia. No bate-papo, ele e os diretoras da peça falam sobre seus processos criativos. Mediação de Mariana Barcelos.

SOBRE A OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE

A Oficina Cultural Oswald de Andrade realiza atividades na formação e difusão cultural em diferentes linguagens artísticas. As atividades são gratuitas e no formato de oficinas, workshops, núcleos de estudos, seminários, residências artísticas, intercâmbios, apresentações cênicas, exposições, entre outros. Oficinas Culturais é um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo que atua desde 1986 na formação e na vivência da população no campo de cultura. O Programa é administrado pela organização social POIESIS.

SOBRE A POIESIS

A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

 

Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo
Telefone: (11) 3221-4704
Funcionamento: de segunda a sexta-feira das 9h às 22h, e aos sábados das 10h às 18h
www.oficinasculturais.org.br

Press Office

Márcia Marques | Flávia Fontes | Kelly Santos | Daniele Valério

Fones: 11 2914 0770

11 9 9126 0425 (Márcia) – marcia@canalaberto.com.br

11 9 8187 8462 (Flávia) – flaviafontes@canalaberto.com.br

11 95630-3505 (Kelly) – kelly@canalaberto.com.br

11 967050425 (Dani) – daniele@canalaberto.com.br

 

Poiesis – Assessoria de Imprensa

Carla Regina – Coordenação | (11) 4096-9827 | carlaregina@poiesis.org.br

Marcela Reis | (11) 4096-9857 | marcelareis@poiesis.org.br

Victória Durães | (11) 4096-9810 | victoriaoliveira@poiesis.org.br

Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo – Assessoria de Imprensa

Stephanie Gomes | (11) 3339-8243 | stgomes@sp.gov.br

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SP ganha museu da imigração judaica – Matéria ESTADÃO

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Foto: Nilton Fukuda/ Estadão

São Paulo vai ganhar seu primeiro Memorial da Imigração Judaica. Em endereço carregado de simbolismo: a mais antiga sinagoga paulista, a Kehilat Israel, de 1912, que fica na Rua da Graça, 160, coração do Bom Retiro, região central da cidade. O museu será inaugurado na noite de terça (23.02.2016) e aberto ao público no dia seguinte. Vai funcionar de segunda a sexta, das 10h às 17h, com entrada grátis.

Entre os cerca de 1 mil itens do acervo, estarão expostas preciosidades como o diário de viagem de Henrique Sam Mindlin, escrito em 1919, quando o garoto tinha apenas 11 anos, e o livro Diálogos de Amor, de 1580, escrito por Leon Yuda Abravanel de Veneza, antepassado de Senor Abravanel, o apresentador de TV e empresário Silvio Santos.

“Vamos contar, de forma didática, a história da chegada dos judeus ao País. Lembrando que o Brasil sempre nos acolheu muito bem”, diz Breno Krasilchik, presidente do conselho do Memorial.
Sua própria família está ligada umbilicalmente à histórica sinagoga. Seu bisavô, Yoine Krasilchik, chegou a São Paulo em 1908 e foi um dos fundadores da Kehilat Israel. Seu avô, Cezar, capitaneou uma grande reforma ocorrida ali nos anos 1950. O pai, Isaac, presidiu a sinagoga. E agora cabe a Breno a missão de inaugurar o Memorial.

Fotos: Nilton Fukuda/ Estadão

Exposição. O acervo do Memorial foi obtido por meio de doações – e, em alguns casos, empréstimos – da comunidade judaica. A obra de construção do museu também foi viabilizada graças a esse engajamento. “E é um mutirão que vai continuar, já que a tendência é que o acervo siga crescendo”, diz Breno.

Para bem mostrar os objetos sociais e religiosos típicos do Judaísmo, documentos, fotografias e mobiliário, uma empresa especializada em museus foi contratada para organizar a exposição. Totens multimídia ajudam a entender a história.

Em um dos espaços, que mostra os casamentos judeus, uma tela sensível ao toque instalada no chão tem a imagem de uma taça. Ao pisar no local, ela se quebra – simbolizando o ritual comum nos matrimônios judeus. Em outra sala, uma mesa posta ajuda a visualizar a culinária típica da comunidade judaica. O visitante pode apertar botões que acionam projeções sobre os pratos, de modo que eles pareçam cheios de comidas características.

Fotos de famílias judaicas que ajudaram a construir São Paulo, do Bom Retiro para tantos outros bairros da cidade, foram colocadas nas paredes internas. O publicitário, jornalista e guia turístico aposentado Sergio Ferd, de 70 anos, aparece em três delas, ainda criança. Seu avô materno, Jacob Givertz, foi comerciante conhecido entre os judeus de São Paulo. Durante muito tempo teve um bar no Bom Retiro.

“Era um centro cultural do bairro. Ele vendia ingressos para apresentações de teatro iídiche, de companhias de Buenos Aires e Nova York que vinham em turnê a São Paulo”, conta Ferd. O bar acabou se transformando em bufê – o preferido dos bar mitzvah da época.

Fonte/ matéria: ESTADÃO