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O tamanho que a gente veste não é o tamanho que a gente é!

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Ilustração de Sarah-Jane Szikora

Que roupa vem com etiqueta numerada não é nenhuma novidade. O problema é que este pequeno número (ou letra) pode ter um impacto grande na percepção da nossa pseudo “esbeltice” ou “gorduchice” – e o que percebo no meu dia a dia é que, infelizmente, tem mesmo.

Esta equação entre mulheres e números toma uma dimensão muito maior do que deveria no provador da loja. O número da etiqueta faz referência ao tamanho da roupa e só! Não deveria (nunca) virar indicador do tamanho da pessoa que veste a roupa.

Roupa vem com um número que varia de loja para loja, de marca para marca e mais que isso: tirando roupa feita sob medida, privilégio de poucos, roupa é pensada para ser vendida em grande quantidade, ou seja, para caber num maior número de pessoas possíveis.

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Etiqueta a gente corta!

Vale mais a percepção de como a roupa envolve o corpo e como a gente se sente dentro dela: uma peça com caimento bom, que veste direitinho, com tecido que cai suave sobre a silhueta – seja ela mais magrinha ou mais gordinha; roupa com corte bacana (para quem veste!) que não está nem larga demais e nem apertada, que não gruda no corpo criando desconforto ou aparência ruim marcando e mostrando o que a gente prefere esconder.

Melhor ainda seria permitir-se experimentar números maiores, mais soltinhos, que podem ficar perfeitos com alguns ajustes. Por que não? Já parou para pensar que maravilha tomar as rédeas do que você veste. Roupa tem que se adequar ao corpo que a veste e não o contrário.

Quanto menos importância a números e letras, mais espaço para enxergar o corpo que a gente tem com mais leveza e generosidade e dai fica mais fácil também escolher o que realmente nos valoriza e, por consequência, ficar mais confiante e feliz.

Bjs e até a próxima semana!

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Dea Scannapieco, 41 anos, consultora de estilo pessoal, blogueira nas horas vagas,
curiosa em tempo integral, meio cá, meio lá… uma jovem senhora

Arrumando a mala em 8 passos

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Dentre as (várias) coisas boas da vida, oh coisa boa é viajar, concorda comigo?

Hoje resolvi dar uma olhada na minha vasta coleção de papelada – tenho mania de guardar artigos de revistas, coisas que acho interessante, principalmente sobre moda e comportamento… É um hábito que me acompanha há muito tempo, desde que me entendo por gente (gente que lê), ou seja, desde um tempo onde eu nem sonhava em trabalhar com consultoria de estilo ou qualquer coisa relacionada.

Pois é, remexendo em uma pasta prá lá de antiga, encontrei uma matéria muito bonitinha da revista Capricho, provavelmente datada de meados dos anos 80/90: “Arrumando a mala em 8 passos”.

Dicas muito úteis, principalmente em época de festas de final de ano, quando muita gente resolve botar o pé na estrada, iupi!

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Ah, lembrando que, antes de partir para arrumação propriamente dita, acho sempre bacana montar uma lista, um “check-list” para lembrar-se daqueles itens essenciais que são facilmente esquecidos, tipo: carregador do celular, chinelo, etc. – eu, que sou doidinha por listas, sempre faço.

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Vamos lá, espero que gostem! Eu já testei essa arrumação algumas vezes e aprovei.

“Arrumando a mala em 8 passos”

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Passo 1 – Comece a mala com as calças, porque elas amassam menos. Dobre o cós (cada um para um lado) para não ficar muito volumoso.

Passo 2 – A minissaia/ saias curtas você pode esticar na mala inteira. Desse jeito ela não vai ficar toda amarrotada.

Passo 3 – Mesmo no frio é legal levar um vestido (vai que esquenta!). Se não for muito comprido, basta dobrar as alças. Assim ele quase não ocupa espaço.

Passo 4 – Se você colocar a malha toda dobrada, ela vai ficar com um volume enorme. A solução é você colocá-la esticada na mala e só dobrar as mangas.

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Passo 5 – Para a sua camisa não chegar toda amarrotada, é legal você deixá-la bem esticada no meio da mala. Só não se esqueça de abotoá-la.

Passo 6 – Calcinhas, sutiãs e meias não ocupam muito espaço se você colocá-los nos cantos, envoltos nas roupas. O pijama você pode dobrar e separar a calça da parte de cima.

Passo 7 – Um truque para as camisetas: fazer rolos. Elas não ficam com marcas de dobra. Os sacos plásticos são para colocar sapatos e roupas sujas. A toalha serve de apoio.

Passo 8 – Não exagere na nécessaire. O melhor é usar tudo pequeno, como potes para xampu e escova de dente compacta. O casaco pesado vai por último, com as mangas dobradas.

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Bjs e até a próxima semana!

Matéria cortesia: Revista Capricho
Todas as ilustrações de Angéline Mélin (http://www.angelinemelin.com/)

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