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Para melhorar o comércio no Centro

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O comércio formal é a matriz da riqueza e da pujança de São Paulo. Fernando Haddad, prefeito da capital. Foto: Paulo Pampolin/Hype

A prefeitura de São Paulo divulgará, em sua página oficial na Internet, lista com os nomes dos cerca de quatro mil ambulantes autorizados a trabalhar na cidade – aqueles que possuem o Termo de Permissão de Uso (TPU). A medida visa informar a população e dar maior transparência ao trabalho de fiscalização do comércio informal, função hoje exercida pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) e por aproximadamente 1,7 mil agentes da Polícia Militar (PM), por meio da Operação Delegada.

A informação foi dada pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), durante reunião com integrantes do grupo Pró Centro Comércio, semana passada, na sede da prefeitura. O grupo é formado por dirigentes e representantes de entidades comerciais da região central, entre elas a Distrital Centro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Lutamos pela revitalização da região e por melhorias em segurança, limpeza, iluminação, comércio ilegal e moradores de rua”, explicou o superintendente da Distrital Centro, Luiz Alberto Pereira da Silva.

Fiscalização

No encontro com o grupo – o segundo realizado com Haddad – participaram também os secretários municipais Chico Macena (Coordenação das Subprefeituras), Roberto Porto (Segurança Urbana), Simão Pedro (Serviços) e Luciana Temer (Assistência e Desenvolvimento Social). Um dos assuntos abordados foi a fiscalização do comércio informal no Centro. De acordo com a assessora administrativa da União dos Lojistas da Rua 25 de Março e Adjacências (Univinco), Cláudia Hurias, o número de ambulantes na região está crescendo.

“A percepção geral de todos é que o comércio informal está crescendo. Muitos camelôs vieram para as ruas do bairro”, afirmou. Segundo Chico Macena, a prefeitura não está emitindo novas TPUs, mas ambulantes que tiveram suas TPUs cassadas, principalmente entre 2009 e 2012, conseguiram liminares para atuar.

O subprefeito interino da Sé, Maurício Dantas, garantiu que a pasta encaminha regularmente para o comando da PM listas com os dados dos ambulantes que podem atuar na região. “A Prefeitura não fazia uma atualização cadastral dos permissionários desde 2009. Com a medida, agora os agentes envolvidos na Operação Delegada dispõem de informações atualizadas para efetuar o serviço de fiscalização”, ressaltou Dantas. “Colocaremos a lista na Internet, discriminando os nomes e endereços dos ambulantes com TPUs e aqueles que estão atuando por meio de liminares”, concluiu Haddad.

Limpeza

Outro ponto debatido foi a logística do serviço de coleta de lixo. Na opinião dos integrantes do grupo, o intervalo entre a varrição e a coleta é grande. “A sujeira fica por muito tempo nas ruas, atrapalhando a circulação das pessoas”, disse Cláudia. “O problema acontece principalmente aos sábados à tarde”, afirmou a secretária administrativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Bom Retiro, Kelly Cristina Lopes.

No Centro de São Paulo, o serviço de varrição é feito pela empresa Inova e de coleta pela Loga. O secretário Simão Pedro lembrou que a prefeitura está realizando uma série de mudanças e melhorias na logística dos serviços e que, pelo contrato, a coleta deve ser realizada em até quatro horas após a varrição, período considerado longo demais por Haddad. “Essa região produz uma grande quantidade de lixo. Nos reuniremos com as empresas e faremos um plano de ação específico para a área”, destacou o prefeito.

O conselheiro da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), Jean Makdissijr, mostrou-se preocupado com o futuro do comércio na região. Na visão dele, o comércio tradicional do Brás perde espaço para as galerias e pequenos centros de compras, muitos deles informais e com produtos contrabandeados. “Estes estabelecimentos precisam ser fiscalizados. Da mesma forma, precisamos de uma estrutura de recepção para o turismo de compras, como estacionamento para ônibus”.

O diretor da Associação Cultural Assistencial da Liberdade, José Alarico Rebouças, ressaltou a importância da instalação da Operação Delegada na Liberdade. “Precisamos inibir a chegada de novos ambulantes nas ruas e também garantir a segurança de quem circula pelo bairro”, afirmou. Segundo Chico Macena, já está programado que o programa em breve será ampliado para a região.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da Santa Ifigênia, Joseph Hanna Riachi , colocou o grupo à disposição da Prefeitura. “Sabemos que existem alguns ajustes a serem feitos, principalmente quanto à fiscalização do comércio informal”, disse. “Todos os programas, no início, apresentam algumas falhas. Deve haver, por exemplo, uma maior integração entre os poderes públicos, inclusive entre as polícias civil, militar e GCM”. O prefeito Haddad finalizou dizendo que o comércio formal é a matriz da riqueza e da pujança de São Paulo. ´”Valorizamos o trabalho de vocês e há muito o que fazer pela cidade”, finalizou.

fonte: Diário do Comércio