terça-feira - 6, outubro, 2015 | por: Bom Retiro Na Moda

O que esperar das vendas de Fim de Ano

O final deste ano já aponta em nosso calendário. A sensação é de reta final para esse ciclo de 2015, que trouxe conflitos (sociais e econômicos) para o povo brasileiro. A palavra incerteza invadiu nosso cotidiano e criou uma onda de instabilidade de empregos e investimentos. Noticiários divulgam pesquisas onde vemos que empresários congelaram seus planos de expansão, tudo derivado do clima de insegurança que paira sobre os negócios. Tudo isso propõe um cenário de vendas mais nebuloso, com isso os compradores passam a ter ações mais cautelosas. Portanto, devem diminuir seus pedidos e deixá-los para a última hora (uma tentativa de garantir que a venda aconteça logo em seguida).

Não quero exaltar o pessimismo, pelo contrário, quero promover a postura de enfrentamento que precisamos em momentos como esse. O país já registrou outros cenários de recessão econômica e inclusive a falta de alguns itens básicos, mesmo assim atravessamos tudo aquilo. O ciclo se repete, mas a grande mudança que teremos de encarar no cenário atual, parece-me, será a falta de experiência das gerações mais novas que não atravessaram essas “tempestades” sociais. Já ouvi especialistas que declaram que um grande aumento na inadimplência poderá ser o maior entrave de quem não sabe o que é planejamento.

Se as compras parecem que vão “encolher” (em soma e em quantidade), a necessidade dos lojistas em atender bem seus clientes cresce ainda mais e vira uma obrigação em nome da sobrevivência das empresas. A redução de gastos pode nascer de qualquer departamento ou funcionário, desde que todos tenham a convicção que o que vem pela frente exigirá uma aliança destes envolvidos. A sincronia dos funcionários e seus líderes será testada numa proporção não experimentada pela grande maioria dos integrantes destas equipes comerciais. Hora de sentarmos e conversarmos com o grupo e traçar um discurso franco e direto, capaz de engajar clientes.

Não é segredo que o cidadão brasileiro (num geral) tem repensado sua forma de consumir produtos e serviços.  O que significa uma análise mais criteriosa sobre estes mesmos produtos e serviços que o mercado deve apresentar. Teremos uma concorrência ainda maior pelo mesmo comprador, assim temos de aprofundar nosso conhecimento sobre as reais oportunidades de garantir um aumento de faturamento. Para isso, vale entender mais do panorama atual e adaptar produção, equipe de atendimento, estoques, entre outros.

Levar essa conversa bilateral até os compradores mais participativos durante o ano pode ser uma boa saída, já que aproxima quem compra de quem vende. Aumentamos então nossa condição de alinhar o que se produz com esse público mais exigente. Essa parceria consolidada pelo tempo garante mais sinceridade e empenho na construção de ferramentas/soluções mais eficientes.

No caso de quem vende atacado, debates sobre a situação regional onde esses compradores vivem, poderão ser entendidas com mais clareza. Assim, abrem-se condições de encontrarmos soluções como, por exemplo, antecipar a contratação dos pedidos de mercadoria (deixando as entregas para depois), que pode evitar atropelos de última hora e evitará gastos surpresas, melhorando o planejamento de produção (total atenção ao custo final, que impacta na gôndola).

Mudanças na produção de mercadorias, como acrescentar mais detalhes ou adereços nas coleções (diferenciando por região, clima, cultura), também podem chamar mais atenção de quem busca produtos mais exclusivos (bom fator de venda). Mas vale lembrar que a situação inversa (tirar detalhes ou adereços das coleções) pode baratear custos de produção, deixando os produtos mais acessíveis para públicos que buscarão por mercadorias mais baratas.

Identificar maneiras de prosperar (ou de não encolher) o faturamento de fim de ano, é responsabilidade de todos na cadeia produtiva; isso é vital e merece seriedade.  Fabricar algo que não se tem garantias (mesmo que mínimas) de vendas ao consumidor final foi / é / será sempre o desafio, mas pode ser amenizado se agirmos sempre em sincronia (fornecedores, atacadistas e varejistas). Hora de colocarmos a prova nossa capacidade de manter alianças comerciais, elevando nosso conceito dentro do mercado.  

Quando o que vem a frente parece desconhecido, a ordem é se preparar para quase tudo. E informação só é de valor se ela circular e energizar nossos grupos. Não falo de especular sobre o mercado, mas de traçarmos juntos estratégias realistas e criativas. Lembre-se que o desanimo pode nos contaminar, já que a cada noticiário parece vir como uma paulada na nossa crença sobre futuro. Ao invés disso, o que valerá mesmo será nossa capacidade de enfrentar tudo com inteligência e franqueza.

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Mauro Galasso – Consultor e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos e palestras dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e as práticas sócio-ambientais. Suas habilidades transitam ao redor da comunicação, onde constrói conteúdos escritos ou promove ideias com sua voz, por isso gosta de ser encarado como “contador de histórias para negócios” – Acesse: facebook.com/supplyeducacaocorporativa

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