terça-feira - 8, setembro, 2015 | por: Bom Retiro Na Moda

Negociação – caminhos para vender melhor

Por: Mauro Galasso

Realizar negócios em tempos de crise parece algo difícil e ingrato. Profissionais de vendas começam a partir para insistência e falsidade. Mas vender não é inserir da cabeça do outro uma ideia (ou necessidade) de comprar algo que não se precisa. Justamente o oposto, devemos saber ouvir o que está na cabeça do outro e assim entender como podemos levar prosperidade para quem negociamos.

Negociamos a todo momento - Imagem 2Negociar faz parte do relacionamento humano. Negociamos em família, no ambiente de trabalho, na vida acadêmica, no Metrô, nas compras. A todo momento o mundo exige que exercitemos essa habilidade. Bobos são aqueles que desperdiçam essas oportunidades de praticarmos nossa EMPATIA.

O conceito de empatia diz que trata-se de nossa capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Traz a ideia de que podemos imaginarmos como seriam nossas reações naquela mesma situação. Tal capacidade é algo que temos ou não temos… pois demonstramos isso no modo automático de nossas ações. Um simples franzir de testa, acenos com a cabeça, ou ainda um descruzar de braços, são detalhes apontando que o outro nos entende ou demonstra atenção sobre o que falamos. Se isso não acontece, fatalmente, receberemos um sorriso amarelo, nervosismo ou ainda desatenção a todo nosso empenho em negociar.

Invista em ajustar suas características de comunicador, utilizando com mais eficiência esse poder de transportar emoção a tudo que se fala ou argumenta. Perceba que, dentro do processo de negociação, existe grande atenção ao atendimento de pontos que são valorosos tanto para quem oferta, quanto para quem compra. Pontos esses que devem ser declarados e, se possível, anotados.

As relações virtuais chegaram e ampliaram essa exposição ao processo comunicacional. Não sabemos mais distinguir quando fazemos nossos papéis de profissional ou pessoal-familiar. Essas barreiras caem quando aceitamos o uso da tecnologia em nossos cotidianos e fincamos nossos perfis pelas tantas redes sociais que explodem a todo momento na nossa frente. As redes Facebook e Instagram parecem as mais utilizadas para negócios (principalmente para moda), porém muitos empresários e seus funcionários ignoram que seus comportamentos também são avaliados como perfil negociador.

Perfil do bom negociador - Imagem 3Boa escrita, atenção e ritmo nas respostas, além de uma boa qualidade de imagens (ângulos, nitidez, detalhamentos) são habilidades necessárias para criar processos de negociação ágeis e fortalecidos pelo uso das redes sociais. Esse ritmo parece impossível de se atingir, mas percebemos no desenrolar de nossas atividades comerciais e atendimento ao cliente, que temos essas mesmas habilidades fora do ambiente de trabalho.

Seja com amigos, relacionamentos ou família, fazemos tudo isso automaticamente, pois estamos num modo de ação sincero e intuitivo. Devemos transmitir essa mesma tranquilidade enquanto participamos de negociações profissionais, ouvindo com atenção e devolvendo nossas posições quanto ao que está sendo negociado.

Revelar esses detalhes e alinhar acordos nos parece ainda como a maior função do vendedor ou consultor de vendas. Raramente treinamos compradores, mas literatura e orientação de como vender há aos montes. Isso explica como fica nossa mente quando passamos pelo papel de compradores: nos sentimos presas fáceis de se conduzir e sermos enrolados por vendedores habilidosos e de sorrisos gentis.

Vender é importante, mas negociar é mais.separador2Mauro GalassoConsultor empresarial e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e as práticas sócio-ambientais. Gosta de ser chamado de um “contador de histórias para negócios”.

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