terça-feira - 20, outubro, 2015 | por: Bom Retiro Na Moda

Liderança

Liderança para o bem do grupo e dos negócios

Por: Mauro Galasso

Lideranca para o bem do grupoA liderança pede um pouco do poder, da credibilidade e também da história daquele que enxergamos ser líder. Não construímos líderes do dia para a noite; eles são esculpidos pelo tempo de suas ações e com o aprendizado sobre técnicas de gestão de equipes. Trata-se de uma atividade que não precisa ser algo solitário e sem prazer. Liderar pessoas nunca foi para qualquer um, mas líderes podem nascer em qualquer lugar ou classe social.

Em meio as tantas reformulações de quadros de trabalhos nas empresas, cortes de pessoal e incremento de tecnologia nas funções, podemos achar que a liderança está desaparecendo, tornando-se mais escassa. Uma das explicações para tal sensação que carregamos é que caminhamos para um cenário mundial onde a liderança está cada vez mais distribuída e fragmentada.

Percebemos então que dentro de um grupo de trabalhadores, teremos uma partilha de comandos, opiniões e responsabilidades. Aqui cresce a necessidade do líder (nomeado) favorecer cenários que privilegiam o convívio das pessoas e possam trocar experiências.

Empresas que buscam por um bom líder, deve explorar mais o cenário interno. Vasculhar entre seus colaboradores, procurar principalmente por habilidades emocionais que apontem por uma aceitação do grupo, bem como uma capacidade de comunicação (oral e escrita). Pontos chaves para construção de profissionais que geram atenção ao que precisa ser feito e mantém o espírito de equipe.

Aceitamos como valor na liderança: atitudes de justiça, clareza de pensamentos, compromisso e humildade. Não falo em ser “bonzinho”, ou mesmo ser “linha dura”, pois pessoas extremistas demais causam estragos de gestão, pois não sabem comandar a diversidade que formam as empresas. Precisamos então de alguém que seja autêntico e livre de pensamentos unilaterais, ao mesmo tempo que saiba agir com pulso sobre cenários de conflito. Que faça isso através de uma linguagem clara a todos, mostre-se prevenido de dados estratégicos e que nunca se esqueça do material humano (os liderados).

O ambiente influencia no comportamento das pessoas e nas relações pessoais. Somos produto do meio em que vivemos (família, amizades, hobbies, etc), trazemos sentimentos e emoções próprios de nossa caminhada, que se misturam quando participamos de uma equipe de trabalho.

Entre tantas personalidades e humores convivendo debaixo de um mesmo CNPJ parece incrível se não houver conflitos. A figura do líder está nesse fogo cruzado de egos e pensamentos individuais e, por vezes, mesquinhos. Gosto de imaginar que o ambiente de trabalho é um tipo de família que ganhamos, portanto sempre valerá a ideia de acalmar os ânimos, usar a sinceridade de maneira saudável e buscar o melhor para o grupo.

Num ambiente de trabalho haverá pessoas dispostas a ouvir, outras não. Há ainda, pessoas que se interessam em aprender constantemente, outras nem tanto. Existem pessoas participativas e sociáveis quando trabalham em grupo; porém, existem aqueles que apresentam algum nível de autismo social e se mostram calados ou agressivos. Todos carregam objetivos diferenciados e priorizam o que melhor lhes convém.

Ao líder cabe o quase impossível: filtrar atitudes que não sejam alinhadas com objetivos das empresas. Aqueles que estão interessados e caminhar na busca do sucesso coletivo serão seus aliados, mesmo que alguns necessitem de orientação em como fazer suas atividades (o valor do desenvolvimento continuado de pessoas). Já frente aqueles que de alguma maneira estejam voltados a outros interesses e que freiam a evolução da empresa, devem ser convidados a repensarem se querem mesmo estar neste grupo.

Às vezes, pessoas não conseguem decidir por sua própria carreira, estacionando em vagas que não mostram produtividade e motivação – hora de pensar em troca de funções, treinamentos ou demissão. O pior que um líder pode fazer é negligenciar seu poder e sua voz, frente a situações em que o grupo fica fragilizado por intrigas, oportunismos e falta de produtividade.

O grupo é formado por indivíduos. O conjunto de esforços apoia o alcance do sucesso coletivo. Percebemos aqui como essa manutenção emocional torna-se delicadamente importante para os resultados empresariais. O segredo então é diminuir os conflitos pessoais, expor os objetivos da empresa e chamar por interessados em construir o caminho que atenderá tanto a corporação quanto os colaboradores.

#CrescemosNosEncontros

Mauro Galasso – Consultor e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos e palestras dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e as práticas sócio-ambientais. Suas habilidades transitam ao redor da comunicação, onde constrói conteúdos escritos ou promove ideias com sua voz, por isso gosta de ser encarado como “contador de histórias para negócios” – Acesse: facebook.com/supplyeducacaocorporativa

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