terça-feira - 16, fevereiro, 2016 | por: Bom Retiro Na Moda

Equilibrar o ambiente de trabalho para enfrentar crise

mauroCarnaval encerrado, recesso parlamentar encerrado, férias escolares encerradas; sinal que o ano finalmente começou para valer. A ressaca do carnaval passou e nesta terça (16) IBGE pública a queda de 4,3% no consumo brasileiro no ano de 2015. Não podemos dizer que nos assombra tal notícia, faltavam apenas os números para nos mostrar onde a economia encolheu mais ou menos.

O importante é encarar isso como algo real e trazer a maturidade empresarial à prova. O que mais interessa agora é se preparar para atravessar a crise que está no nosso quintal. Reaquecimento econômico, dizem, lá para 2017, trazendo melhoras significativas só em 2018.

-mauro1Hora de pensarmos na saúde das empresas, que é feita através da manutenção do ambiente de trabalho. Justamente por causa do fantasma a crise, equipes entram em pé de guerra, desestabilizando o funcionamento das tarefas e por sua vez, derrubando mais ainda a produtividade já tão afetada pela diminuição de pedidos dos clientes.

Os líderes (em todos os níveis de comando) precisam ser claramente reconhecidos por sua equipe, portanto devem rever a eficiência comunicacional de suas estruturas empresariais. Para tanto, exige-se maior aproximação dos colaboradores, melhorando a condução das reuniões de discussão de ações para: enxugar custos, rever portfólio de produtos, mapear a carteira de clientes e atividades de marketing de relacionamento. Disso, nascerá uma estratégia mais completa, onde todos se sentem partes do enfrentamento da crise. O empresário precisa elevar o sentimento de adaptabilidade, afastando o mostro do “medo frente às mudanças”.

As equipes vão reduzir em muitos casos, derivado da baixa capacidade de comprovarmos custos. Essa atitude deve vir como um dos últimos casos, pois devemos antever como nossas operações ficarão com colaboradores sendo dispensados. Nessa hora, quem mais tem mais chances de ajudar nessa fase de baixa em vendas, são as pessoas polivalentes. Trabalhadores que entendem o clima organizacional como algo prioritário, alinhando suas forças na busca de soluções que garantam a sobrevivência da marca que representam.

Que essa equipe que ficar, traga sua responsabilidade de reconhecer como andam suas habilidades de comunicação. Já que não temos tempo para pessoas que não pensam no valor do grupo, todos devem comunicar-se bem, tanto com líderes, quanto com colegas de trabalho (clientes internos). Em período que o cliente escolhe melhor com quem ele investirá seu dinheiro, equipes que estão fora de sintonia e apresentando inimizades internas, perdem oportunidades de negociação por não pensarem conjuntamente.

Deve haver o fortalecimento das parcerias, onde se faz necessário renegociar parâmetros para esse período de redução geral do faturamento nas empresas. Hora de conversar com os participantes da cadeia de suprimentos. Ambos os lados devem ser incentivados a esclarecerem seus medos sobre o futuro, ao mesmo tempo que juntos possam focar num futuro mais salutar para todos. Sabemos que, com ajustes sincronizados, fornecedores de matérias primas, revendedores e fabricantes podem amenizar seus prejuízos em escala. Gosto de chamar isso de “acordos emergenciais”.

A ordem parece a mesma de períodos sem crise: descobrir o que os clientes querem, em alguns casos, sem nem mesmo eles saberem que precisam. Para tanto, deve-se ter um olhar mais crítico sobre quais clientes realmente movem a empresa. Antecipar o que pode ser solução para este público é a melhor maneira de não ficar “atirando preço baixo” para tudo quanto é lado. Afinal, se solucionarmos algo para nossos clientes, podemos entender que levamos lucro a ele, que poderá então ser repartido nesta nova negociação.

Finalmente, vem o controle de qualidade rígido, que vai apontar como chegaremos ao produto ideal, conforme as exigências do mercado consumidor. Em um período de compras mais racional, num geral, há uma predileção por produtos mais duradouros, já que sustentam melhores argumentos para venda aos compradores que não sabem se compram ou não.

Se todos esses pontos forem atendidos, veremos um fortalecimento da marca da empresa, relembrando aos envolvidos (colaboradores, proprietários e parceiros) que é mais importante na crise, é sabermos o que realmente somos para o mercado; se fazemos falta ou não na vida das pessoas.

#EquipeForteEnfrentaCrise          

Mauro Galasso – Consultor e docente nas áreas de administração, logística, marketing e vendas. Realiza treinamentos e palestras dentro destes assuntos, onde busca o desenvolvimento humano e práticas socioambientais. Suas habilidades transitam ao redor da comunicação, onde promove ideias com sua voz ou constrói conteúdos escritos, por isso gosta de ser encarado como “contador de histórias para negócios” – Acesse: Supply Educação Corporativa

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    2 opiniões sobre “Equilibrar o ambiente de trabalho para enfrentar crise”

      1. Valeu Luiz Otávio. Adorei o retorno.
        Principalmente, pelo importante complemento que faz para o texto. Vemos então, que o Ambiente de Trabalho precisa estar no foco da estratégia empresarial, reforçada pela atitude empreendedora dos colaboradores.

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