segunda-feira - 10, março, 2014 | por: Bom Retiro Na Moda

Empoderamento para brasileiras? Yes, please!

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Empoderamento ou em inglês empowerment, parece ser a palavra do momento, que define a mulher contemporânea, ou seja, eu e você, querida leitora.

A pílula, o trabalho e o voto nos deram emancipação, mas dizem que o que hoje nós, mulheres do mundo todo, queremos é o “empowerment”, ou em português bem claro: sentir-se no direito de fazer o que acreditamos ser certo para nós mesmas. Yes!

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem.

Agora, pula para o dia internacional da mulher, comemorado no último sábado, e para os programas na TV falando sobre como é importante esta valorização da individualidade de ser mulher, de sermos quem queremos ser, certo? Errado!

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Enquanto o mundo segue pela estrada asfaltada do empoderamento, a mídia de massa aqui no Brasil parece insistir em pegar a estrada de terra onde o papel principal da vida de uma mulher ainda é ser dona de casa e mãe. Certa confusão entre dia da mulher e das mães ocorreu e isto me preocupa.

Explico…

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Na pré-história era uma beleza! Os povos nômades se alimentavam com o que viam pela frente e a mulher nem sabia onde ficava uma boca de fogão. YAY! Mas bastou o homem se fixar na terra e começar a desenvolver a agricultura para o destino, não muito bonito, das nossas antepassadas ser traçado, tirando o sossego da mulherada. A mulher passa a ter que ficar em casa e, pior, cria-se a fantasia da mulher sexo frágil e sinônimo único de mãe. Por quê?

Porque, nos tempos de vida nômade, imperava, vamos dizer o amor livre: a mulher engravidava e não se tinha noção de quem… Verdade! Pegação geral.

Quando surge a moradia e a divisão social do trabalho para organizar a agricultura, os filhos se transformaram em importante força de trabalho. Opa! Agora era preciso ter muito claro quem era pai de quem, né gente?. As mulheres, como geradoras desses filhos, viraram moeda de troca. Isso mesmo, moeda!

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Os pais entregavam suas filhas para homens de outros grupos, que as engravidavam, engravidavam e engravidavam. A equação era assim: quanto mais filhos = mais força de trabalho = mais poder! Para os homens…

A mulher ficou à margem do conhecimento, dos avanços, de qualquer aprendizado. Dali em diante, ela passou a viver grávida ou amamentando… Sem poder trabalhar.

 

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As primeiras doutrinas religiosas monoteístas também deram aquela força: consolidaram a mulher não só como um ser menor… A associação com a mãe natureza, pela capacidade de gerar a vida, também incluía aspectos negativos destes fenômenos como ser imprevisível, incontrolável… Desconfio que seja daqui que vem a expressão “de lua virada”, enfim, falando em virada…

Quando acontece a virada?

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Quando a mulher passa a se apropriar da força de trabalho. Força de trabalho representa mais que autonomia financeira, representa autonomia existencial!

A chegada da pílula nos anos 60, após 10 mil anos o controle da natalidade, foi essencial: agora, o homem tem que pedir para ter um filho.

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Depois de tantas pedras em nosso caminho, nós mulheres merecemos ser vistas como um ser completo, com direito de ser feliz como bem quiser, de ser livre em suas escolhas, de correr atrás dos seus sonhos, de estudar, de querer trabalhar fora ou optar por tomar conta da casa, de ser mãe ou de não querer ser mãe, de amar quem quiser e de viver sua vida e se reinventar quantas vezes for necessário.

Principalmente nós, mulheres brasileiras! Conquistamos alguns direitos no século XX, é verdade, mas foram apenas vitórias parciais: apesar de diversas mudanças na legislação nacional, na prática, ainda somos vítimas de discriminações e preconceitos.

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Bjs e boa semana!

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Dea Scannapieco, 41 anos, consultora de estilo pessoal, blogueira nas horas vagas,

curiosa em tempo integral, meio cá, meio lá… uma jovem senhora

https://www.facebook.com/deascannapieco 

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