terça-feira - 15, abril, 2014 | por: Bom Retiro Na Moda

Difícil, mas não impossível.

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Ilustração de Angéline Mélin

Muitas pesquisas já associam computadores e a internet ao surgimento ou intensificação de problemas neurológicos e psiquiátricos.

É minha gente, a vida não está fácil para ninguém, o novo mal da modernidade (e que atinge principalmente os jovens) já tem até nome: tecnoestresse.

Anda usando demais o computador, o smartphone, o tablet e cia? Pois saiba que novos problemas podem aparecer para atormentar quem abusa da internet e o mais sério deles é a ansiedade.

A ansiedade é um sintoma do nosso tempo e nada mais é do que um aumento da expectativa sobre o resultado das coisas e o grande desafio é vencer a nossa dificuldade de viver no momento presente.

 “Todos concordam que é importante viver no momento, o problema é como”, diz Ellen Langer, psicóloga em Harvard, autora do livro “Mindfulness”. Baseado no livro e nos ensinamentos do Budismo a revista americana Psychology Today criou uma reportagem especial intitulada “A Arte do Agora: Seis Passos para Viver Neste Momento”.

 

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Ilustração de Angéline Mélin

Está querendo, como eu, desacelerar, ser menos ansioso e ter mais qualidade de vida? Atenção para os seis passos:

1) Para melhorar seu desempenho, pare de pensar sobre ele (procure a chamada “não-consciência-de-si-mesmo”).

“Pensar demais no que você está fazendo faz com que você faça pior o que você está fazendo”, diz a matéria, citando o exemplo de como ficamos nervosos ao entrar numa pista de dança, preocupados demais com como estamos dançando, e prestando atenção de menos na própria música. Para conseguir dançar com a música, você é obrigado a entregar sua atenção para o ritmo dela. Ao fazer isso, seu foco muda automaticamente de você e de seu desempenho para o que realmente importa: neste caso, a música.

2) Para evitar ficar se preocupando com o futuro, foque no presente! (deguste).

A matéria lembra o livro “Comer, Rezar, Amar”, de Elizabeth Gilbert, que cita uma amiga que, sempre que vê um lugar bonito, exclama alto: “É tão bonito aqui! Quero voltar aqui um dia!”. Gilbert diz que “isso exige todas as minhas energias persuasivas para convencê-la que ela já está aqui”.

Diz a matéria: “Frequentemente nós ficamos tão emaranhados em pensamentos do futuro e do passado que nos esquecemos de experimentar, e ainda menos de curtir, o que está acontecendo agora”. Nós tomamos um gole de café e pensamos: “não está tão bom quanto o que tomei semana passada”. Comemos um biscoito e pensamos: “espero que o biscoito não acabe”.

3)  Se você quer ter um futuro no seu relacionamento (qualquer relacionamento!) habite o presente (respire).

Estudiosos dizem que “a atenção neutraliza os impulsos agressivos nas pessoas”, informa a matéria. Reduz o envolvimento do ego, aumenta o autocontrole e faz você perceber o que os budistas chamam de “reconhecer a faísca antes da chama’”.

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Ilustração de Angéline Mélin

1) Para aproveitar ao máximo o tempo, perca a noção dele (busque fluxo).

Esse é um tema meio esotérico, mas que os psicólogos estão tentando explorar cada vez mais: o que chamam de fluxo. “O fluxo acontece quando você está tão compenetrado numa tarefa que perde noção de tudo que está em volta de você”, diz a matéria. “O fluxo incorpora um aparente paradoxo: como você poderia estar vivendo no momento se você não está nem consciente dele?” A matéria não responde a esse paradoxo, mas é uma questão interessante.

2) Se algo está lhe incomodando, mova-se em direção a ele e não para longe dele (aceitação).

Esse é um dos mais interessantes, pois ajuda a desbloquear padrões mentais e emocionais que certamente iriam voltar para lhe incomodar no futuro. A matéria aconselha “estar aberto para o modo como as coisas são em cada momento sem tentar manipular ou mudar a experiência – sem julgar, se apegar ou evitar”.

3)  Saiba que você não sabe (engajamento).

Essa lembra o conhecido adágio do filósofo grego Sócrates: “Tudo que sei é que nada sei”. A matéria diz que é “importante desenvolver o hábito de estar sempre notando coisas novas em qualquer situação que você esteja”. E completa: “Nós nos tornamos indiferentes porque uma vez que achamos que sabemos algo, paramos de prestar atenção a isso”.

Bjs e até a próxima semana!

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Dea Scannapieco, 41 anos, consultora de estilo pessoal, blogueira nas horas vagas,

curiosa em tempo integral, meio cá, meio lá… uma jovem senhora

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