quarta-feira - 25, março, 2009 | por: Bom Retiro Na Moda

“Caminho das Índias”

Matéria do site IG

O colorido figurino de “Caminho das Índias”
Glauco José Sabino

Não faz nem dois meses que “Caminho das Índias” estreou na TV Globo e seu figurino já toma conta das vitrines e do guarda-roupa das brasileiras

E se você acha que essa “moda de novela” não vai te atingir, espere alguns meses pra ver se palavras como sári, punjabi e bindi não estará fazendo parte do seu vocabulário fashion.

Afinal, moda étnica é tendência e a Índia está mais em alta do que nunca. Até a Academia de Ciências Cinematográficas de Hollywood se rendeu ao país – o longa “Quem quer ser um milionário?”, ambientado em Mumbai, foi vencedor do Oscar de melhor filme deste ano, lembra-se? “O vestuário indiano é um presente para os sentidos, uma profusão de cores. Para quem gosta de indumentária, é como beber na fonte”, define Emília Duncan, figurinista da trama escrita por Glória Perez.

Para criar o visual dos personagens indianos da novela, Emília estudou todos os códigos das vestimentas hindus, a fim de adaptá-los à história. “A gente sempre faz pesquisas sobre os universos que vamos tratar, mas a Índia é quase outro planeta. Fiz um pouco de teoria para, lá na Índia, ter o que perguntar aos indianos. E as roupas, além de lindas, refletem uma maneira de pensar”, conta.

Na Índia, as mulheres usam roupas típicas como sáris, um tecido enrolado no corpo. Já no Brasil, “no lugar do choli, a blusa que vai embaixo do sári, a brasileira pode optar por um top ou um corselet”, ensina Emilia.

Tem mais: para ela, o sári ainda pode ser usado como um vestido de festa. Agora, pensa que é qualquer uma que pode vestir o sári? Se você gosta de seguir tradições à risca, vale saber que só é permitido usar a peça quando já se está na idade de casar. Por isso, as adolescentes usam punjabis, um conjunto de calça e bata comprida.


Outro detalhe curioso revelado por Emília: as indianas pobres e ricas podem vestir roupas idênticas. “O que muda é a forma de misturar o tecido e a maneira de vesti-lo”, diz. Entre os grandes desafios deste figurino, estão os looks masculinos.

Os homens se vestem geralmente como os ocidentais, só que com peças que remetem à década de 70. Para fazer bonito, ela foi, então, buscar referências nos filmes de Bollywood (cidade do cinema da Índia) e nas publicações internacionais sobre moda. Para Raj (Rodrigo Lombardi), que morou na Inglaterra, ela traz influências do país europeu, como lenços no pescoço. Já Bahuan (Márcio Garcia) é menos tradicional e dispõe de roupas mais soltas e bastante coloridas.

Invista nas cores
Os sáris são realmente lindos e ricamente trabalhados, mas se você acha que só dá para vestir um no carnaval, época em que qualquer fantasia é permitida, invista pelo menos nas cores. As indianas são mestres nessa arte.

“Lá, todos os tons são bem-vindos. Indianos adoram cores vivas e vibrantes e sabem como ninguém combiná-las entre si”, conta Emília. Por isso, ela abusou das tonalidades fortes para as mulheres do núcleo indiano, enquanto os homens vão de cores mais sóbrias. E ser sóbrio, não significa usar preto, não.

“O preto na Índia é um sinal de mau agouro. Já a cor do luto é o branco. Por isso, deixamos essas tonalidades, incluindo os cinzas, para o núcleo brasileiro”, explica. Mas, se o branco é cor de luto, como as mulheres se casam? “Para casamento a cor preferida é o vermelho, da paixão”, conta.

E se você quer aderir já a essa moda indiana, IG Moda dá a dica: corra para o Bom Retiro! Mestres em captar o que realmente vai ser moda nas ruas, os lojistas do tradicional bairro paulistano já estão com as vitrines repletas de interpretações dos looks da novela.

E sabe qual o hit por lá? Além das práticas túnicas, vende-se a rodo brincos com mandalas vazadas, além, é claro, do modelo usado por Maya (Juliana Paes): o brinco com a haste que corre ao longo da parte da frente da orelha. Isso sem falar no bindi, aquele adesivinho que as indianas colam na testa, que é o preferido das meninas.

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