segunda-feira - 1, julho, 2013 | por: Bom Retiro Na Moda

A melhor versão de mim mesma é tudo o que eu quero ser

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Matilda Ledger, fonte: Bebeblog

Como são graciosas as meninas quando ainda conservam a pureza do seu egocentrismo infantil!

Deixe uma menina pequena livre para se vestir como gosta e emergirá provavelmente um mix and match de cores e tecidos sem o menor pudor ou constrangimento. Nessa idade não há regra, regra é adulto quem faz. Também não há o desejo de apenas impressionar os outros, trata-se mais da satisfação básica de uma necessidade interna.

Eu me lembro do meu eu com 5 anos, um eu apaixonado por botas. Eu tinha uma botinha de cano alto e jurava de pezinhos juntos que elas combinavam com tudo e não importava se fazia frio ou calor de 40 graus.

Lembro-me de usá-las com meu vestido branco de laise, a saia rodopiando a cada passada saltitante, feliz a bordo das minhas botas de R$ 50,00 que senti como se valessem R$ 1.000,00 quando ganhei.

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Fonte: Zippy

Só que num dia, num piscar de olhos, toda menina se torna adulta. Isso para algumas significa adeus ao mix and match, adeus ao prazer simples de se vestir para si mesma, adeus aos dias de alegria saltitante.

Quando é que o vestir torna-se algo sofrido, difícil? Quando passamos a seguir apenas regras, modelos estabelecidos que nem de longe representam o que somos ou o que gostaríamos de ser, quando se torna apenas obrigação.

Quando isso acontece, é preciso resgatar aquela menina que fomos e lembrarmos o que nos fazia felizes. Eu ainda amo botas. Das coisas que realmente não gostava quando era pequena ainda continuo não gostando. Simples assim.

O que deveria ser algo bom, uma forma de acentuar a nossa individualidade virou uma competição diária para ver quem é a mais estilosa: da escola, do trabalho, da vida. Isto é cansativo, nenhum pouco divertido e, na minha humilde opinião, no mínimo, assustador.

Dea Scannapieco, 41 anos, pesquisadora por profissão, blogueira nas horas vagas, curiosa em tempo integral, meio cá, meio lá… uma jovem senhora.

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